há dias que não vejo ninguém

há dias que me tranco dentro de mim mesmo sem saber aonde ir

há dias que não sei quem sou

os moinhos de vento de minhas loucas fantasias voaram para longe

os gigantes de pedra de minhas fábulas me deixaram aqui

para viver um presente sem perspectiva

um futuro sem alternativa

uma vida que seria minha se eu já não a tivesse

olhei para longe mas nada vi

enxerguei o luar mas não o compreendi

vivo mas não até que ponto posso afastar os gigantes

de meus moinhos



Escrito por Marcelo de Souza às 22h16
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